quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Minha Mainha


Primeiro o desespero, acompanhado de toda a dor que existe e coberta pela raiva.
Depois minhas lágrimas que pareciam que nunca teriam fim, secaram diante dos meus olhos junto com o sangue em suas veias.
Não senti a tão temida pele fria de que todos falam, pois fiz de tudo p\ te aquecer, usei cobertas, toalhas, e meu corpo como uma maneira de desespero.
Então por fim o silencio que nos faz refletir, e dá um desejado descanso para a garganta e o corpo.
É estranha essa paz que sinto agora, depois de toda essa reviravolta que passamos em menos de 24 horas, quando vi seu rosto tranquilo me acalmei, me recompus e disse as palavras que ficaram por dizer, ou que precisavam ser repetidas.
Você sempre vai estar com a gente, isso me acalenta, e o que me reconforta é saber que você nos amou e foi amada com toda a força que existia dentro de cada um de nós.
Te amo p\ sempre.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

...

Uma lágrima caiu, e só ela inundou meu mundo
Lágrima de remorso, tristeza, arrependimento
Derramada pela dor e alagada pelo amor...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Romantismo...

Meu amor p\ que toda essa pressa?
nos faça de décadas, séculos, milênios
não apenas de segundos.
Por que toda essa frieza?
vem, deixa que eu te aqueço
te protejo e te amo,
até que os nossos corpos se enruguem
e as rugas contem nossa história.
Vai ser assim p\ sempre
ficaremos juntos, já está traçado
te mostrarei o amor todos os dias,
não sejamos tão céticos
deixe o coração te guiar
não deixe que o seu romantismo murche
junto com as rosas que me deu no verão passado.
Vem meu amor deita no meu peito
que eu te faço derreter junto com o tempo
e te misturo aqui comigo
p\ sempre, junto a eternidade...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Broadway show

Dói ser tratada assim
com tanto desleicho, tanto desapego
eu sou da época do romantismo
do tempo da enlouqüecia
onde o amor prevalecia
quando o coração era o orgão pensante
dói fazer parte disso
dessa pedra de gelo,
desse seu desapego
da distancia que maltrata
dói ver que a dor só me afeta
e que p\ você tudo é uma festa
tudo é um drama
uma musical da Broadway estrelado e produzido por mim

Estaca zero...

Ainda continuamos voltando a essa estaca zero
voltas são dadas mas ela sempre atrai
seria estaca zero ou menos 1?
sinceramente não sei
só sei que essa estaca sempre volta
e atravessa meu peito várias e várias vezes
e mais voltas são dadas
as vezes nos perdemos e a encontramos
as vezes procuramos e acabamos achando
é, acho que foi assim, nos perdemos
e estamos regredindo de estaca
vezes zero vezes menos um...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sonhos x Pesadelos

Hoje eu acordei com o humor meio trágico
Hoje ele acordou p\ lá do exagero
P\ cá do tristonho
Hoje parece que eu nao acordei
E ainda me afundo nas notas eruditas de ontem a noite
Notas que me ancoraram aqui neste dia triste
P\ cá de pesadelos
P\ longe  de sonhos
Longe de sonhos estão os meus
Longe de sonhos estou eu
Longe, bem longe...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para brisa...

De dentro do carro vejo lágrimas,
Caídas do céu, se arrastam pelo para brisa
Assim como essas que cobrem meu rosto
Se libertando dessa prisão de cílios
E se juntando as que sempre foram livres.
Em quanto as vejo se jogarem em queda livre,
Sinto inveja...
Essa liberdade que nunca foi minha agora é delas.
Queria me fazer de lágrimas
           me fazer de chuva
           desenhar seu rosto
           ou simplismente escorregar pelo para brisa...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Amor...

Não sei como e nem quando aconteceu
Só sei que foi assim
Amizade, amor, proteção, segurança
Palavras que hoje andam de mãos dadas
E seguras por nós dois
Eu sei que é muito clichê dizer,
Mas eu quero passar o resto da minha vida assim
Eu juntinho de você e você juntinho de mim...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Foi assim...

Como um sopro de vida
Um frio na barriga
Um suspiro de saudade
Encaixou-se no meu espaço
E fez cheia o que era minguante
Mostrou-se a parte perdida
E passou a completar meus dias
Sendo a noite que eu via de longe
Nos fizemos de estrelas e de luas
Vezes cadentes, vezes crescentes
Mas sempre brilhantes
Como um ciclo de sóis e de luas
Juntos...
Mesmo que perto
Mesmo que longe

domingo, 31 de julho de 2011

Evolução...

A evolução chegou até mim
Meus sentimentos atravessam fronteiras
Meus ideais detonam barreiras
Minhas vontades aprenderam falar em sinais
A música tem me guiado
Deixando as palavras de lado
Mostrando que posso falar com melodia
Escrever com semibreves em mínimas dentro de colcheias
Exagerar com sustenidos e me diminuir em bemóis
Passar de tom em tom superando escalas
Causar acidentes e os anular com bequadros
Viajar sem fronteiras falando todas as línguas
Em uma só linha, da expressão...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Repouso...

Preciso de um lugar para repousar
Onde eu tenha o vento cantando aos meus ouvidos
O verde colorindo meus olhos
Amigos que surjam da estrada livre
Assustando os animais com o barulho do motor
E sorrindo ao meu encontro,
Crianças que brotem das fotografias em velotrois
Uma surpresa no forno para o jantar
Com uma esposa nos traços da minha mão
Completando meus desenhos e bordando em meu corpo
Contando historias ao nosso adormecer
Preciso de um repouso, em algum lugar

sábado, 18 de junho de 2011

Velhice...

Vejo minhas memórias sendo escritas em meu corpo
Sinto as palavras formando minhas curvas
Seus acentos tomando minhas rugas
Me vestindo com uma palavreada pele
Escuto os estalos da alma se abrindo
Adaptando novas cenas nessa biografia elástica
Proteção de epiderme, contenção de derme
Tanto pouco falha e sempre incompleta
Já me enxergo turva e mal adaptada
Como as folhas de outono caídas no chão
Arrastadas pelo vento sempre p\ mais distante
Temendo ver seus escritos despedaçados
Corpo seco, caindo de pedaço em pedaço
Junto com as folhas e palavras carregadas pela minha velhice
Coberta de historias, palavras e passageiros

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Forró s2

Vai ter que fazer a delicadeza de me desculpar
Mas o meu forró não adianta nem você tentar
Esse eu não dou, não vendo, não troco, não tá pra alugar
Meu forró é meu rebento, feito de contratempo
É meu mais rico alimento,
Fundamental pro meu sustento e eu não pretendo largar
Vai ter de fazer a delicadeza de me desculpar
Mas o meu forró não adianta nem você tentar
Esse eu não dou, não vendo, não troco, não tá pra alugar
Meu forró é meu rebento, feito no contrabando do tempo
É meu mais rico alimento,
Fundamental pro meu sustento e eu não pretendo largar
Só vendo mesmo
Se eu não tiver mais ao que apelar e aí vai oco, vai sem sentimento
Que esse elemento eu não consigo separar
Pra ser sincero é preciso que o peito saiba forrozear
Que nele bata um coração que saiba levar
Mas esse eu não vendo, querendo vai ter que roubar

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tempo...

Talvez ainda não tenha me esclarecido nesse aspecto
De que por horas me preocupo com tudo
Por dias me preocupo com nada
Por horas e por dias o nada me escorre pela boca
E os desenhos dos beijos formam teu nome com facilidade
Por vezes me escondo debaixo de palavras
Essas que me cobrem e aquecem
Por minutos te deixo me aquecer
Por hora tenho me permitido
Por dias tenho me esquecido
Me fazendo maleável novamente
Entrando em um mundo novo
Onde tenho o nada e o tudo
Então me esclareço
De que por hora não estou mais deserto

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Rebento...

Nesse caminho de redenção diária
Já murchei flores
Conquistei amores
Desfiz jardins
Compensando farpas com gestos
Seguindo nesse rebento
Faço do teu colo meu santuário
Me desfazendo em ti com o cair da noite
Raiando o dia e me forçando
A abrir os olhos ainda embaçados
Vejo em ti meu redentor
Apontando novos caminhos
Onde posso renascer flores
Florescer amores
Finalmente, crescer em mim

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As vezes um clichê...

Esses clichês que sempre nos atravessam
Mais uma vez apareceu
Quebrando todas as regras
Provando que os clichês nem sempre são iguais
Gestos são as provas
Tenho a proteção desse abraço
O carinho desse beijo
E o poder de cura dessas palavras.
Nem todos os clichês são iguais
Tenho tido paz em mim
Sem brigas entre a razão e a emoção
Todos estão de um lado só
Onde eu espero estar,
Com você
Nesse infinito de tempo
Que tem sido nosso...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Filhas...

Tenho as sentido mais perto do que nunca
Sinto cada rastejo delas em minha direção
O que causa espanto é meu controle momentâneo
As mantendo longe, mesmo continuando perto
Não sei até quando meu controle durará
Mas enquanto as rédeas estão firmes continuo cavalgando
Domando meus cavalos ariscos
Minhas filhas, as quais chamo de crises
Domadas e educadas a cada dia
Aprendendo com elas e outros como viver em paz

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Enfermidades...

Fragilidade que me acompanha
Me sinto frágil e pequena mais uma vez
De tão pequena me perco
Entre seu colo e carinhos
Me faço de palitos
Como uma boneca de fácil manejo
Quebrável e maleável
Pequena frágil
Boneca enferma
Enfermidade cercada de fragilidades
Fragilidade cercada de dramas
Eu, cercada de atenções

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Fim...

Mais uma vez o fim bateu a minha porta
Esse fim que sempre começa com lagrimas
Dessa vez veio vestido diferente
Mais uma vez o fim bateu a minha porta
Com cachinhos, sorrisos, e carinhos
Dizendo as palavras que não queriam se soltar da minha boca
Fim que continua
Fim que começa
Fim que termina
Sempre vai e volta
Mas dessa vez ele só veio, e resolveu ficar
Enxugou minhas lágrimas
Me disse que ia continuar
Agora o fim me acompanha,
Mais uma vez o fim bateu a minha porta
E dessa vez, eu pedi p\ ele entrar...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Olhos castanhos...

Em seus olhos uma vez eu enxerguei
Essa mistura de ódio e sofrimento
Se agarrando aos meus antigos meigos olhos castanhos
Esses olhos que ja brilharam a minha chegada
E já choraram a minha partida
Por hora ou por dias eu temo velos outra vez
Tão lindos esses castanhos
Não devem ser manchados novamente
Sinto toda essa dor que causei
Me afasto e me machuco
Com toda essa responsabilidade
Refletida nos olhos que cativei
Deixemos que o tempo diga
Se ainda verei nossos olhares juntos outra vez